A Bahia registrou entre 2015 e 2019 mais de 34 mil novos casos de sífilis. Deste total, 43,18% correspondem a gestantes, como revelam dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

Já em Camaçari, em 2018, foram notificados 312 casos de sífilis adquirida. Este ano, até o dia 15 de outubro, foram 155 casos. Em 2018, foram 116 registros em gestante e em 2019, já são 65 casos até 15 de outubro. Com esses números, Camaçari está entre os 100 municípios brasileiros que possuem altos índices de sífilis congênita, em gestantes e adquirida.

A sífilis congênita é transmitida para a criança durante a gestação. Por isso, é importante a realização do teste para detecção durante o pré-natal. Foram registrados entre 2015 e 2019 mais de 5.500 diagnósticos positivos em menores de um ano na Bahia.

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acomete mais de 12 milhões de pessoas no mundo e a sua eliminação é um desafio para os serviços de saúde.

É uma doença de transmissão vertical. Estima-se que no período gestacional, a sífilis leva a mais de 300.000 mortes fetais e neonatais por ano no mundo, além de aumentar o risco de morte prematura em outras 215.000 crianças. Na Bahia, no período de 2014 a 2018, foram registrados no Sinan 29.860 casos de sífilis adquirida. Do total de casos, 15.199 (50,8%) ocorreram em pessoas do sexo masculino.

A doença é passível de controle desde que as mulheres com sífilis sejam diagnosticadas e tratadas adequadamente durante a gestação.

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